A resposta curta: Injeção na rede elétrica (RESP) é enviar corrente do seu kit solar para o poste quando a produção excede o consumo no intervalo de 15 minutos. Em Portugal, qualquer injeção planeada tira o kit do regime de isenção «só por potência sem injeção» (≤700 W até 27.08.2026 / ≤800 W desde 28.08.2026, DL 130/2026). Trilho formal: MCP DGEG/SERUP, contador bidirecional E-REDES e, para receber, contrato comercializador (~0,034–0,07 €/kWh — muito abaixo dos ~0,17–0,24 €/kWh que evita no autoconsumo). Alternativa varanda: zero export (0 W) — bogos (ZWAME): poucos micros fiáveis sem setup. Tutoriais: vender · P&P · compensação · contador.
- Injeção: excedente → rede RESP.
- Isenção: exige sem injeção no limiar W.
- MCP: registo se injeta ou >limiar.
- E-REDES: contador mede exportação.
- Preço export: ~0,034–0,07 €/kWh ord.
- Zero export: via típica isenção em varanda.
O que é injetar, na prática
No contador bidirecional, injeção = energia que sai do seu quadro para a rede pública. Acontece quando o microinversor entrega mais W do que a casa consome naquele momento. Em varanda, picos de meio-dia com frigorífico e router ligados podem ainda gerar excedente se o kit for grande e não houver limiter.
| Momento | O que acontece |
|---|---|
| Produção = consumo | Autoconsumo; saldo líquido ~0 |
| Produção > consumo | Excedente injeta (se não limitado) |
| Produção < consumo | Importação da rede |
| Sem contrato de venda | Injeção técnica sem crédito («doação») |
Legal: injeção vs isenção de potência
DL 15/2022: isenção de controlo prévio no regime de pequena potência assenta em não estar prevista injeção de excedente na RESP dentro do limiar. jmpnm (ZWAME): até 700 W — desde que não faça injeção na rede. Desde 28.08.2026 o limiar passa a 800 W (DL 130/2026) com a mesma lógica. Injeção planeada → MCP + registo.
“a partir de 700W de inversor, já és obrigado a fazer a MCP (mera comunicação prévia) e portanto vais ter de arranjar um termo de responsabilidade de um instalador credênciado pela DGEG e um esquema unifilar. Abaixo de 700W só está isento se não injectar energia nenhuma na rede, o que encarece o sistema, sendo que são poucos os micro-inversores que suportam injecção zero.”
Final de setembro: se o limiter falhou um dia de sol forte, trate como incidente — rever config, não ignorar o log.
DGEG, E-REDES e contador: ordem prática
- MCP no portal SERUP — passo-a-passo · registo.
- E-REDES: pedido de contador bidirecional / Balcão Digital — bidirecional.
- Comercializador: contrato de exportação — tabela · venda.
- Medição: kWh injetados por intervalo de settlement (ord. 15 min).
- Fatura: linha de export ≠ kWh da app do micro.
Sem estes passos, pode haver injeção técnica sem pagamento — e fora do regime de isenção se a potência/condições não baterem certo.
Quanto se paga pelo excedente (2026)
| Fluxo | Valor ord. 2026 | Nota |
|---|---|---|
| Autoconsumo (evita compra) | ~0,17–0,24 €/kWh | Motor do ROI |
| Export fixo / gestão | ~0,034–0,07 €/kWh | ex. OMIE−25% em alguns contratos |
| Export indexado | volátil (médias anuais variam) | Leia o contrato, não o anúncio |
| Lisboa ~800 Wp | ~1.222 kWh/ano ref. | PVGIS + perdas; sul aberto |
Compensação na fatura ≠ net-metering 1:1. Decode: compensação. ROI: rentabilidade · amortização. Tarifas: tarifa energia.
Zero-export / limitar a injeção
Para manter isenção com kit HMS-800 ou similar: configure o inversor ou acessório (limiter / anti-backflow) para 0 W de exportação. Verifique na ficha antes de comprar. Injeção acidental (firmware, falha do limiter) é o risco que o pack «plug-in» esconde.
- Confirme «zero injection» / «no export» na documentação oficial.
- Teste com monitorização em dia de sol real.
- Se não confia no limiter → MCP formal.
- Micro: escolher micro · kit+inversor.
Varanda ~800 Wp vs telhado 5 kW
| Perfil | Estratégia típica | Papel do export |
|---|---|---|
| Varanda 700–800 W ZE | Isenção + autoconsumo | Secundário / evitar |
| Varanda com export | MCP + contador + contrato | Pequeno volume € |
| Telhado 3–6 kWp | Registo completo | Excel pode justificar |
Esta página foca o elétron e o regime na escala varanda. Packs utility (EDP/Repsol) são quase sempre telhado: EDP painéis · Repsol.
DIFF: injeção ≠ venda ≠ contador ≠ P&P
- Aqui: o que é injetar, quando anula isenção, preço vs autoconsumo, ZE.
- Venda excedente: contrato e passos comerciais — venda.
- Contador: hardware/processo E-REDES — bidirecional.
- P&P: tomada e kit fechado — P&P.
- DIY: quem monta — DIY.
Checklist injeção (sim/não em 2 minutos)
- Quero injetar de propósito ou só autoconsumo?
- Se injetar: MCP + E-REDES + contrato com preço escrito?
- Se isenção: zero export configurado e testado em sol?
- W AC do micro dentro do limiar 700/800 aplicável à data?
- App ≠ fatura: sei ler a linha de export?
- Varanda: o volume export justifica a burocracia?
- Telhado grande: já comparei 3 tarifas de compra de excedente?
- Documentos: unifilar e termo se MCP?
Elena Moretti, Redação técnica: P&P fala da tomada; venda fala do contrato; esta página fala do elétron que entra no poste. O SVG amarelo é a bifurcação que o pack «800 W plug-in» esconde: zero W (verde) ou MCP (vermelho). Corpus: E-REDES FAQ, DL 130, ERSE, ZWAME bogos.
Incidente de export
Print do pico, rever firmware/app, testar de novo. Se export for permanente, formalize MCP em vez de torcer. Micro: micro. Kit: kit 800. Registo: registo DGEG.
- Não desligue o sol e finja que não houve.
- Documente a correção.
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