O custo do kWh em Portugal que importa ao solar de varanda são dois preços e o fosso entre eles (julho 2026): compra na rede ~0,17–0,24 €/kWh em fatura residencial típica (conforme comercializador e horário); exportação solar tipicamente ~0,034–0,07 €/kWh. O autoconsumo vale o preço que evita comprar — cerca de 5–7× o valor de exportar o mesmo kWh. Por isso a prioridade é consumir de dia, não maximizar kWh injectados.
- Compra: €/kWh da fatura = âncora do ROI.
- Export: preço baixo de excedente (contrato/OMIE).
- Gap: motor do autoconsumo (~7×).
- Varanda: maximize AC; não maximize só Wp.
Não use o preço médio europeu de kWh no simulador português — use a sua fatura.
«O kWh que não compro vale o preço da fatura. O kWh que vendo vale o preço do mercado. São gémeos só no nome.»
Quem chega aqui a partir de uma página de tarifas precisa do fosso; quem chega de rentabilidade precisa dos dois €/kWh para não misturar. Mid-2026 mantém a assimetria: comprar caro, vender barato.
Três preços de kWh (só um manda no kit)
| Tipo de kWh | Preço ordem 2026 | Quem define | Uso no Excel varanda |
|---|---|---|---|
| Compra na rede | ~0,17–0,24 € | Comercializador + regras ERSE (regulado) / mercado livre | Valor do autoconsumo |
| Autoconsumo instantâneo | ≈ preço de compra evitado | O seu perfil de cargas | Motor do ROI |
| Export / excedente | ~0,034–0,07 € | Contrato + mercado (OMIE/etc.) | Bónus fraco |
Venda de excedente em detalhe: venda excedente. Compensação: compensação excedente.
Matemática no kit 800 Wp (não no telhado 5 kWp)
Referência Lisboa, 800 Wp sul, ~1.222 kWh/ano (ordem PVGIS/prática de rede). Três linhas:
| Cenário AC | kWh AC | € @0,22 compra | Export rest. @0,05 | Total/ano |
|---|---|---|---|---|
| 40% | 489 | ~108 € | ~37 € | ~145 € |
| 60% | 733 | ~161 € | ~24 € | ~185 € |
| 80% | 978 | ~215 € | ~12 € | ~227 € |
Se no Excel puser export a 0,22 €, inventa dezenas de euros/ano e encurta o payback no papel. O gap é a disciplina. Tempo: tempo de recuperação.
Quem fixa o quê (para não confundir entidades)
- ERSE: tarifas reguladas, fiscalização, direitos do consumidor — não regista UPAC.
- Comercializador: preço de energia no livre; contrato de compra de excedente.
- DGEG / SERUP: registo e enquadramento da produção.
- E-REDES: rede, contador, ligação física.
Mapa: ERSE, E-REDES, DGEG.
Tarifa simples vs bi-horária no gap
A produção solar é diurna. Se a sua tarifa torna o kWh de dia mais barato, o valor de cada kWh autoconsumido desce — o gap estreita-se do lado da compra. Se paga caro de dia e barato à noite, o kit alinha-se melhor com o pico de preço. Não existe resposta única: abra a fatura e calcule o €/kWh no horário em que o sol produz. Comparador e hábitos: comparação tarifas.
IVA 23% e o custo nivelado do kWh solar
O kit paga IVA 23% (o 6% em bens relevantes terminou em 2025). Isso não altera o preço de compra da rede, mas sobe o CAPEX e portanto o custo por kWh produzido ao longo da vida útil. Mesmo assim, com gap 5–7×, o kWh autoconsumido continua a ser o que justifica o investimento; o kWh exportado quase não paga a estrutura. IVA: IVA painéis.
Bateria e o preço do kWh «deslocado»
Armazenar para a noite transforma um kWh que seria export a 0,05 num kWh que evita compra a 0,22 — em teoria. Na prática, eficiência de ida e volta e CAPEX da bateria comem o gap. Em 800 Wp, calcule kWh deslocados × gap real − perdas antes de celebrar. Bateria 5 kWh.
Checklist custo kWh (10 minutos)
- Na fatura: € variáveis ÷ kWh = preço de compra real.
- No contrato de excedente (se existir): €/kWh de venda.
- Calcule o rácio compra/export — se <3×, releia os números.
- Estime % autoconsumo com 14 dias de app.
- Multiplique kWh AC × compra; kWh export × venda.
- Só depois fale de payback ou de mais Wp.
Legal zero export (isenção 700 W até 27.08.2026; 800 W desde 28.08.2026) significa muitas vezes export = 0 € de propósito — o gap torna-se infinito a favor de não desperdicar produção: ou consome, ou perde. Micro e isenção: microinversor, microprodução.
Exemplo numérico do gap (mesma produção, dois destinos)
1.000 kWh produzidos no ano. Destino A: 600 kWh autoconsumidos a 0,22 € = 132 €; 400 kWh export a 0,05 = 20 €; total 152 €. Destino B (erro de Excel): contar os 1.000 kWh a 0,22 = 220 € inventados. A diferença de 68 €/ano é o que separa um payback de ~5 anos de um de ~3,5 no papel — e de decepção na fatura. Por isso esta página insiste no custo kWh de compra vs export antes de qualquer narrativa de tarifa genérica.
| Erro comum | Correção |
|---|---|
| Export = preço de compra | Usar 0,034–0,07 classe ou o contrato |
| Só preço de marketing do comercializador | Fatura completa ÷ kWh |
| Ignorar horário solar | €/kWh no bloco 11h–17h |
Tempo de recuperação com estes números: tempo de recuperação. Rentabilidade: rentabilidade.
Anti-padrão: médias de blogue estrangeiro
Artigos com 0,30 €/kWh «na Europa» ou 0,10 € «média» distorcem o gap português. A rede PT em mid-2026, para BTN residencial, vive na banda ~0,17–0,24 de compra e export baixo. Discipline o Excel: duas células da sua realidade, zero copy-paste de Twitter.
| Fonte má | Trocar por |
|---|---|
| Média UE genérica | Fatura PT |
| Export = compra | 0,034–0,07 classe |
| 100% AC garantido | 40–70% medido |
Rentabilidade: rentabilidade.
🚀 Pronto para o seu Sistema Solar de Varanda?
Calcule agora a rentabilidade para a sua localização – gratuito e em apenas 3 minutos!
Para o Cálculo →